NVIDIA pode cancelar RTX 50 SUPER em 2026 e adiar RTX 60 por falta de memória

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A NVIDIA não deve lançar a linha RTX 50 SUPER em 2026, segundo novas informações divulgadas pelo site The Information.

O cenário atual da indústria de memória DRAM tem afetado diretamente o planejamento das fabricantes de placas de vídeo, causando atrasos e mudanças importantes no cronograma de novos produtos.

De acordo com o relatório, a NVIDIA não tem planos de apresentar uma nova GPU para o público consumidor neste ano. Além disso, a empresa também estaria reduzindo a produção da atual linha GeForce RTX 50.

Esse movimento indica um período mais difícil para o mercado de placas de vídeo, com impacto direto para quem pretende montar ou atualizar o PC gamer nos próximos meses.

Durante a CES deste ano, não houve anúncios de GPUs de nova geração voltadas ao consumidor. A principal razão seria a dificuldade para garantir o fornecimento dos chips de memória necessários para a fabricação das placas.

Inicialmente, a RTX 50 SUPER era apontada como o próximo grande lançamento da empresa, com expectativa de apresentação no evento.

Porém, relatos anteriores já indicavam a possibilidade de adiamento para o terceiro trimestre de 2026 por causa da situação da indústria de DRAM. Agora, o novo relatório sugere que a NVIDIA pode não lançar nenhuma GPU voltada ao consumidor em 2025.

Caso isso se confirme, será uma mudança importante na estratégia da empresa, já que NVIDIA e AMD vinham mantendo um ritmo anual de lançamentos de placas de vídeo nos últimos anos. A próxima geração, chamada RTX 60 com arquitetura "Rubin", também deve sofrer atraso.

Antes prevista para o fim de 2027, a linha estaria enfrentando os mesmos problemas ligados ao fornecimento de memória. A redução ou adiamento de novos produtos pode gerar efeito em cadeia em toda a indústria de PCs.

Fabricantes parceiras, conhecidas como AIB, que produzem modelos personalizados das placas, teriam menos margem para atuar. Ao mesmo tempo, a escassez de memória segue como o principal fator por trás da situação atual.

Outro ponto citado é que a expansão da infraestrutura de inteligência artificial tem sido mais interessante para empresas como NVIDIA e AMD do que o mercado gamer tradicional. Isso ajuda a explicar a menor prioridade para lançamentos voltados ao consumidor neste momento.

O único lançamento com foco no público final que pode acontecer seria o dos chips N1X e N1 baseados em arquitetura ARM, direcionados ao segmento de PCs com recursos de inteligência artificial.

Ainda assim, com a redução na produção das placas RTX 50 já disponíveis, a tendência é que os preços continuem altos no varejo, inclusive no Brasil, onde o custo costuma ser ainda maior por causa de impostos e câmbio.

Romário Leite
Fundador do TecFoco. Atua na área de tecnologia há mais de 10 anos, com rotina constante de criação de conteúdo, análise técnica e desenvolvimento de código. Tem ampla experiência com linguagens de programação, sistemas e jogos. Estudou nas universidades UNIPÊ e FIS, tendo passagem também pela UFPB e UEPB. Hoje, usa todo seu conhecimento e experiência para produzir conteúdo focado em tecnologia.