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Novo diretor de estratégia do Xbox quer recuperar franquias clássicas da Microsoft e fortalecer o mercado de consoles

Microsoft contrata especialistas para melhorar o negócio de consoles do Xbox e trazer de volta franquias clássicas.
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Recentemente, a CEO do Xbox, Asha Sharma, anunciou duas contratações de destaque para a divisão. Scott Van Vliet, ex-executivo da OpenAI, assumirá o cargo de diretor de tecnologia (CTO), enquanto Matthew Ball será o novo diretor de estratégia (CSO).

Em uma breve declaração compartilhada com a Bloomberg, Ball disse que seu foco será recuperar algumas das franquias mais tradicionais da Microsoft e fortalecer o negócio de consoles do Xbox.

Mesmo com os conhecidos desafios relacionados ao custo dos componentes, ele acredita que o mercado de consoles continua em expansão e que a nova estratégia de Sharma — da qual participou como consultor — deve aumentar a receita e a lucratividade da divisão.

A declaração de Ball sobre o retorno de algumas propriedades intelectuais do Xbox já gerou diversas especulações. Entre as franquias frequentemente citadas estão Banjo-Kazooie, Blue Dragon, Lost Odyssey, Crimson Skies, MechAssault, Viva Piñata, Kameo e Shadowrun.

Algumas dessas séries estão sem novos lançamentos há mais de uma década, e muitos jogadores do Xbox pedem seu retorno há anos.

Mesmo que nenhuma delas seja vista como uma aposta capaz de transformar o mercado, o retorno dessas franquias pode ajudar a melhorar a percepção dos jogadores em relação à marca.

Para quem não conhece seu trabalho, Matthew Ball é um dos analistas mais respeitados da indústria de games. Ele é conhecido pelo relatório anual State of Video Gaming e por comandar a Epyllion, empresa de consultoria e investimentos que fundou.

Ao longo dos últimos anos, Ball defendeu a ideia de que o mercado de jogos cresce de forma menos uniforme do que os números gerais costumam indicar.

Segundo ele, recordes de receita convivem com redução de investimentos, margens mais apertadas e uma dependência cada vez maior de poucas franquias de grande sucesso.

Esse cenário ajuda a explicar por que ele defende que a Microsoft aproveite seu catálogo de propriedades intelectuais que estão paradas há anos.

O relatório publicado por Ball em fevereiro de 2026 apresenta um cenário complexo para o setor. O mercado continua crescendo, mas de forma desigual. Segundo o analista, os gastos globais com conteúdo atingiram um recorde em 2025.

Ainda assim, os recursos disponíveis para editoras ocidentais cresceram muito pouco ou até diminuíram em termos reais, dependendo do segmento analisado.

Os serviços de plataforma ganharam mais importância do que a venda tradicional de jogos para consoles.

Ball argumenta que boa parte do crescimento do mercado de consoles tem sido direcionada para assinaturas, e não para a compra direta de jogos.

Isso tem peso para o Xbox, já que o Game Pass ocupa uma posição central nessa mudança de comportamento. O relatório também aponta que franquias antigas continuam concentrando grande parte da atenção dos jogadores.

Segundo os dados analisados por Ball, poucos sucessos históricos e grandes ecossistemas dominam a maior parte do tempo de jogo e dos gastos dos consumidores.

Nesse contexto, trazer de volta algumas franquias clássicas pode aumentar as chances de a Microsoft criar um novo sucesso de grande escala.

Curiosamente, Ball já havia trabalhado com a Microsoft em 2020 como consultor do Game Pass. Na época, ele produziu um extenso relatório analisando os pontos positivos e negativos dos modelos de assinatura.

Considerando as dificuldades da Microsoft para ampliar a base de assinantes do Game Pass e as mudanças frequentes na estratégia do serviço — incluindo um grande aumento de preço que foi parcialmente revertido recentemente —, é possível concluir que a empresa não seguiu todas as recomendações apresentadas pelo analista naquele período.

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