Investimento da NVIDIA na OpenAI pode ser mais de três vezes menor que o esperado

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A NVIDIA deve investir um valor bem menor na OpenAI do que o mercado imaginava no início. A informação mais recente aponta que o aporte da empresa pode ser mais de três vezes inferior ao número que circulou nos primeiros anúncios.

Meses atrás, NVIDIA e OpenAI divulgaram um acordo que previa um investimento de até US$ 100 bilhões no laboratório de inteligência artificial.

O anúncio chamou atenção porque indicava o maior movimento financeiro já feito pela fabricante de chips no setor de IA. Com o tempo, surgiram novos detalhes.

Comentários do CEO Jensen Huang e informações divulgadas pela Reuters mostraram que o valor não seria aplicado de uma única vez.

Em vez disso, o investimento seria feito de forma gradual, dentro de uma rodada que pode chegar a US$ 100 bilhões. Agora, a expectativa é que a NVIDIA feche um acordo de cerca de US$ 30 bilhões com a OpenAI.

Esse montante representa o maior compromisso financeiro já assumido pela empresa, mas fica bem abaixo dos US$ 100 bilhões que muitos acreditavam que seriam investidos diretamente.

Em acordos anteriores, a NVIDIA já havia firmado um contrato de licenciamento de US$ 20 bilhões com a Groq e também adquiriu 4% da Intel, participação avaliada em US$ 5 bilhões.

Esses movimentos mostram como a companhia vem ampliando sua atuação no mercado de chips e infraestrutura para inteligência artificial.

Mesmo com a redução no valor estimado, a parceria com a OpenAI segue estratégica. A desenvolvedora do ChatGPT deve estar entre os primeiros clientes da arquitetura Vera Rubin, nova geração de chips de IA da NVIDIA.

Além disso, a OpenAI planeja contratar até 10 gigawatts de capacidade de computação em IA da empresa nos próximos anos. Esse plano ainda pode mudar, dependendo do resultado da rodada atual de captação. A relação entre NVIDIA e OpenAI também envolve uma disputa por infraestrutura.

Há relatos de que a OpenAI demonstrou preocupação com questões de latência no conjunto de hardware da NVIDIA e chegou a considerar alternativas de empresas como a própria Groq e a Cerebras, conhecidas por soluções focadas em SRAM.

Para a NVIDIA, ver um parceiro importante avaliar concorrentes não é o cenário ideal, o que ajuda a explicar a tensão em torno das negociações.

Romário Leite
Fundador do TecFoco. Atua na área de tecnologia há mais de 10 anos, com rotina constante de criação de conteúdo, análise técnica e desenvolvimento de código. Tem ampla experiência com linguagens de programação, sistemas e jogos. Estudou nas universidades UNIPÊ e FIS, tendo passagem também pela UFPB e UEPB. Hoje, usa todo seu conhecimento e experiência para produzir conteúdo focado em tecnologia.