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Fallout 76 terá Capital Wasteland e locais de Fallout 3 em 2027

Fallout 76 terá expansão para a Capital Wasteland em 2027, com locais de Fallout 3, história da Enclave e acesso pelo mapa principal.
Imagem de: Fallout 76 terá Capital Wasteland e locais de Fallout 3 em 2027

Fallout 76 terá uma expansão para a Capital Wasteland, região conhecida pelos jogadores de Fallout 3, em 2027. Chamada Raven Rock, ela fará parte do mapa principal.

A chegada está prevista para o verão do Hemisfério Norte, período que corresponde ao inverno no Brasil. A região terá locais conhecidos, novas missões e uma história centrada no grupo Enclave.

O calendário apresentado pela Bethesda Game Studios também inclui The Slasher, que já está disponível, World Pets em dezembro de 2026 e Hideouts no primeiro semestre de 2027.

Jon Rush, diretor criativo, e Bill LaCoste, produtor sênior, falaram dos planos em uma apresentação à imprensa. A proposta é ampliar as atividades e os locais já usados pelos jogadores, além de adicionar regiões e histórias.

Raven Rock terá locais de Fallout 3 e acesso sem tela de carregamento

Raven Rock será uma expansão do mapa de Appalachia. A entrada na Capital Wasteland não terá tela de carregamento, e a região não funcionará como uma Expedition separada.

O tamanho deve ser semelhante ou superior ao de Burning Springs. Haverá áreas abertas, interiores de locais conhecidos de Fallout 3 e outros espaços novos para exploração.

Entre os lugares previstos está uma versão mais antiga de Megaton. Rush situou esse conteúdo cerca de dois séculos antes dos acontecimentos de Fallout 3, em um período mais próximo à queda das bombas.

A região central de Washington ficará fora da área acessível. A destruição e a radiação tornam o local perigoso demais, mas os jogadores poderão chegar perto.

A transição para a Capital Wasteland será aberta em boa parte do terreno. O acesso também dependerá da capacidade de atravessar áreas rochosas.

Não haverá uma barreira como a faixa de terra perto do rio Ohio, em Burning Springs, que impede a passagem. A equipe também tem planos para ajustar essa limitação em Burning Springs.

Raven Rock terá construção de C.A.M.P.s. Rush citou paisagens e pontos que poderão servir de base para acampamentos com temas ligados à região.

Novas mecânicas ambientais vão refletir a contaminação e os riscos do local após a guerra. Os detalhes ainda não foram apresentados, mas essas condições terão efeito na exploração.

A história será centrada na Enclave e ajudará a contextualizar o cenário visto em Fallout 3. O Rust King terá pouco espaço nessa expansão, apesar de possíveis ligações com o grupo em seu passado.

A equipe ainda trabalha em detalhes sobre o personagem e tem outros planos para ele. O foco de Raven Rock, porém, será a Capital Wasteland e as histórias da região.

A expansão também deve passar pelo servidor público de testes, o PTS, provavelmente em 2027. Essa etapa servirá para os jogadores conhecerem o conteúdo e enviarem suas avaliações.

Conceito de Raven Rock

The Slasher divide investigação entre várias atualizações

The Slasher apresenta um mistério dividido entre atualizações do outono no Hemisfério Norte, período de primavera no Brasil.

A investigação envolve mortes atribuídas a seguidores do Pint-Sized Slasher. Os jogadores devem procurat vítimas espalhadas por Appalachia e examinar sepulturas sem identificação em busca de pistas.

Há mais de 100 vítimas pelo mapa. Encontrar algumas já faz a missão avançar, enquanto uma busca mais completa rende recompensas melhores. Os seguidores do assassino também aparecem em Daily Ops, Mischief Night e encontros com Spooky Scorched.

A sequência inclui um confronto com um inimigo lendário de quatro estrelas em Headhunts. A atividade usa o sistema de caça a recompensas introduzido em 2025.

Esse formato é diferente do usado nas atualizações habituais de Fallout 76, nas quais o conteúdo fica disponível de uma vez. Em The Slasher, o mistério continua na atualização seguinte.

A investigação sobre a identidade do impostor de Pint-Sized Slasher tem um tema de terror. A equipe considera repetir o formato se houver boa aceitação dos jogadores.

Outros temas também estão entre as possibilidades, incluindo criaturas misteriosas conhecidas como criptídeos. Ainda não há uma nova história desse tipo anunciada.

The Slasher

World Pets levará animais do acampamento para a exploração

Prevista para dezembro de 2026, World Pets vai ampliar o sistema de animais dos C.A.M.P.s. Cães, gatos, Radhogs e Deathclaws poderão acompanhar os jogadores por Appalachia.

Os animais sairão do acampamento, ajudarão nos combates e subirão de nível. Uma seção Pets, dentro de Stats no Pip-Boy, reunirá as opções para escolher, trocar e curar os companheiros.

O menu circular terá gestos separados de quatro comandos: ficar, seguir, atacar e defender. Todos os jogadores receberão uma variante de pastor-alemão no lançamento.

Assim, será possível usar o sistema desde o início da atualização. Também haverá formas de conseguir novas aparências para as quatro espécies.

Atualizações posteriores terão visuais para Deathclaws e conjuntos de armadura que poderão ser conquistados. World Pets ainda incluirá mais móveis com os quais os animais poderão interagir dentro dos C.A.M.P.s.

Espécies terão bônus ligados às atividades

A progressão será compartilhada por espécie, em vez de ficar restrita a cada animal. Ao subir de nível, cada tipo de companheiro desbloqueará benefícios para o personagem.

Os bônus estarão ligados às atividades realizadas pelo jogador:

  • Cães poderão encontrar Stimpaks e itens lendários extras em caçadas por recompensas.
  • Gatos poderão encontrar Improved Baits e Fish Bits extras.
  • Radhogs poderão encontrar Toxic Goo e High-Radiation Fluids.
  • Deathclaws poderão encontrar Black Titanium e itens lendários extras durante uma Infestation.

A escolha desses bônus busca associar cada animal a atividades como pesca e caça a recompensas. A equipe optou por não concentrar as habilidades passivas em combate.

As quatro espécies causarão o mesmo dano corpo a corpo. Armaduras e outros acessórios terão apenas efeito visual, sem aumentar a força dos animais. Rush citou armaduras para Deathclaws e possivelmente cães.

Gatos com armadura são menos prováveis; os benefícios deles virão da progressão de nível da espécie. Os companheiros não poderão participar de Raids nem entrar em Shelters.

Testes incluíram 24 jogadores acompanhados de animais

Antes de criar novos animais, gestos ou árvores de habilidades, a equipe testou o desempenho do sistema com 24 jogadores, cada um acompanhado de um animal.

Um dos testes usou Fasnacht, evento que exige bastante do jogo. Segundo Rush, o desempenho foi bom e deu à equipe confiança para continuar o desenvolvimento.

LaCoste explicou que o sistema original de animais dos C.A.M.P.s já reservava espaço para uma criatura por personagem. Portanto, os companheiros não serão 24 criaturas adicionais além dessa reserva.

A avaliação da equipe é que nem mesmo a concentração de todos os jogadores com seus animais perto do Vault 76 deve prejudicar o desempenho.

A entrada antecipada no PTS também serve para conferir esses testes em condições de uso pelos jogadores, incluindo a estabilidade dos servidores e dos eventos.

Alguns Raiders já aparecem com um Deathclaw em Burning Springs. LaCoste deixou em aberto a possibilidade de mais inimigos terem animais.

Skyline Valley terá caça a recompensas e ajustes no cenário

World Pets também levará a caça a recompensas de Burning Springs para Skyline Valley, com novos contratos e recompensas.

O responsável pelas atividades será Marshall Canton, um Robobrain que adotou a identidade de um agente da lei do Velho Oeste. A atualização também terá mudanças nas florestas, no terreno e nos efeitos de clima de Skyline Valley.

A expansão da caça a recompensas para Mire é uma possibilidade, mas ainda não há confirmação. Por enquanto, os planos apresentados para o sistema se concentram em Skyline Valley.

Hideouts terá esconderijos com desafios para até quatro jogadores

Hideouts deve entrar no PTS em outubro de 2026. O lançamento está previsto para a primavera do Hemisfério Norte de 2027, que corresponde ao outono brasileiro.

O conteúdo terá novos ambientes internos em Burning Springs e Skyline Valley, ocupados por gangues perigosas. Cada jogador poderá levar até três amigos.

Para entrar, será necessário conseguir uma Hideout Lead em atividades como exploração, eventos públicos e Headhunts. A combinação dessas pistas em uma Tinker's Workbench criará um desafio mais difícil.

As condições poderão mudar a cada tentativa. Os esconderijos terão variações de grupos, perigos que afetam toda a área, desafios de tempo e mutações que fortalecem o líder da gangue.

Parte desses espaços fica em prédios que estavam fechados. A equipe também tem planos para abrir outros locais para exploração e para contar histórias por meio dos cenários.

The Drifter será um rival nos níveis mais difíceis

Nos níveis mais altos de dificuldade, os grupos poderão encontrar The Drifter, um caçador de recompensas rival que tenta eliminar a concorrência.

O uso de uma Marked Hideout Lead garantirá sua presença. A equipe compara a dificuldade desse confronto à de uma Raid.

Em testes internos com grupos de quatro pessoas, dois integrantes chegaram a se esconder para evitar o combate. The Drifter também atacou os personagens no local em que reapareciam após morrer.

Esse comportamento está sendo mudado. A intenção é manter um confronto difícil, com recompensas compatíveis para os grupos que conseguirem derrotá-lo.

Hideouts servirá como preparação para Raids em aspectos como equipamento, habilidade e táticas de grupo. Ao mesmo tempo, ampliará o sistema de caça a recompensas.

A dificuldade vai variar. Algumas versões serão mais acessíveis que Raids, enquanto outras poderão ser mais difíceis, inclusive para equipes bem equipadas.

Será possível entrar sozinho. Rush considera que um jogador com bons equipamentos poderá concluir alguns esconderijos sem ajuda.

Já no nível mais difícil, ele não sabe se conseguiria fazer isso, mas não descarta que outros jogadores consigam. LaCoste não recomenda a tentativa solo para a maioria das pessoas.

Há planos para novas Raids, ainda sem posição divulgada no calendário. Rush gostaria de ter várias delas e mencionou uma ligação entre esses conteúdos, sem entrar em detalhes.

Calendário de atualizações

Aliados e construção de C.A.M.P.s têm mudanças em discussão

A equipe já discutiu transformar aliados dos C.A.M.P.s em companheiros de exploração, assim como os animais. Rush considera essa possibilidade viável, mas ela ainda não faz parte do calendário.

LaCoste também citou o interesse em dar mais utilidade aos Lite Allies adicionados nos últimos anos e encontrar formas de aumentar a participação deles no jogo.

Na construção de C.A.M.P.s, parte das áreas bloqueadas tem restrições por questões de desempenho. Os desenvolvedores reavaliam o peso dos objetos e os espaços ocupados por essas áreas.

A intenção é ver se alguns bloqueios podem ser revistos, sem promessa de mudança. Rush relacionou esse trabalho à importância dos jogadores que se dedicam à construção.

Outras ideias discutidas incluem busca e filtros no menu, uma ferramenta tridimensional para girar objetos, mudanças no limite de construção e um raio maior para os C.A.M.P.s.

Nenhuma dessas opções tem um plano específico anunciado. A inclusão depende do espaço no calendário e dos recursos disponíveis para o desenvolvimento.

O aumento do número de jogadores em servidores privados também continua em análise. A equipe quer verificar se a mudança pode ser feita sem comprometer a estabilidade e a experiência de jogo.

Expeditions podem receber ajustes, recompensas e mais histórias

Os desenvolvedores pretendem voltar a conteúdos como The Pitt para fazer melhorias e adicionar recompensas. A equipe recebeu críticas sobre a falta de continuidade de algumas atividades antigas.

Rush considera bom o formato de Expeditions para visitar regiões distantes demais do mapa principal, como The Pitt. Ao mesmo tempo, a equipe percebeu uma preferência dos jogadores por ficar em Appalachia.

No mapa aberto, situações imprevistas podem se misturar às atividades. Um exemplo citado foi a passagem de uma Scorchbeast durante uma Infestation, algo que acrescenta variação à partida.

Entre as ideias para Expeditions estão simplificar partes da experiência, incluir recompensas e, possivelmente, disponibilizar essas atividades por períodos limitados.

Mais histórias e informações sobre os locais também estão em discussão. Ainda não há uma definição sobre qual formato será adotado.

A equipe pretende continuar melhorando eventos sazonais, clima, pesca, qualidade gráfica e a experiência de quem começa a jogar. Sobre uma possível expansão da história de MODUS, Rush não descartou a ideia, mas evitou detalhes.

Cross-play segue sem planos, e Super Mutantes são uma possibilidade em avaliação

Não há planos anunciados para cross-play, recurso que reúne jogadores de plataformas diferentes, nem para compartilhar o progresso entre plataformas.

LaCoste citou o interesse da equipe nessas funções, mas não apresentou mudanças em relação à situação atual. A possibilidade de jogar como um Super Mutante também foi discutida.

Rush explicou que os Ghouls jogáveis foram desenvolvidos após a equipe identificar uma função própria para eles na jogabilidade.

No caso dos Super Mutantes, a pergunta é qual benefício específico eles trariam. A ideia de um personagem capaz de suportar muitos ataques se aproxima de algo já disponível com Power Armor.

Ainda assim, Rush vê valor na interpretação do personagem e na aparência, aspectos que também tiveram importância para quem escolheu jogar como Ghoul.

Ele próprio gostaria de jogar como um Super Mutante, mas considera necessário ter uma experiência com diferenças relevantes na jogabilidade. Por enquanto, é uma ideia que seguirá em avaliação.

Fallout 76 terá mais melhorias gráficas no PC e nos consoles

As atualizações para a atual geração de consoles e a otimização para PS5 Pro já estão disponíveis. O trabalho técnico também inclui outras melhorias, ainda sem datas detalhadas.

LaCoste citou PSSR e FSR, tecnologias usadas para reconstruir a imagem em resolução mais alta. O FSR também está entre os recursos mencionados para Xbox Series S e Series X.

A migração da versão de Xbox One para o GDK, conjunto de ferramentas de desenvolvimento da Microsoft, também faz parte dos trabalhos citados.

Outros pontos incluem um controle para ajustar o campo de visão em todas as plataformas, suporte a HDR e compatibilidade ampliada com telas largas.

Segundo LaCoste, a equipe trabalha nessas melhorias há cerca de um ano. No PC, os planos incluem renderização com uso de várias linhas de processamento e atualizações para Direct3D 12.

Também estão previstos ajustes em mapas de reflexo, reflexos, iluminação e sombras. Os Shelters passarão a ter sombras, recurso citado como relativamente próximo de chegar, mas sem data.

Parte dessas mudanças ainda não tem prazo definido. O calendário apresentado concentra os lançamentos em World Pets, Hideouts e Raven Rock, além da continuação de The Slasher.