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Claude Code projeta robô de quatro patas com 99 peças e escreve todo o firmware

Claude Code projetou um robô de quatro patas com 12 atuadores e 99 peças no MechFaber. O sistema já testa o firmware, mas falta construir o robô.
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O Claude Code pode ajudar a acelerar projetos de robótica. Um desenvolvedor passou os últimos três meses criando o MechFaber, um aplicativo para computador que entrega à IA todo o processo de projeto do hardware.

O sistema não só ajuda na programação, mas também projeta máquinas, escreve o firmware, o software que controla o equipamento, e simula o funcionamento de tudo no mesmo ambiente.

Um dos projetos é um robô de quatro patas com 12 atuadores, responsáveis pelos movimentos, e 99 peças complexas. Por enquanto, porém, ele só existe no ambiente de simulação.

Como o Claude Code projetou o robô

No exemplo publicado no Reddit pelo usuário SpeedyBrowser45, o Claude Code cuidou de todas as etapas, inclusive da preparação e execução do firmware.

A demonstração mostra uma interface com a distribuição de energia e os componentes eletrônicos. Ela também exibe as linhas de tensão e o consumo de corrente de cada componente.

A lista completa de peças inclui bateria, microcontrolador, motores para cada articulação das pernas, ventoinhas e sensor LiDAR.

Há ainda um diagrama com as conexões de alimentação e o caminho dos fios até cada atuador e sensor. O Claude Code calcula automaticamente o consumo total e a autonomia estimada.

Agentes especializados dividem as tarefas

O MechFaber usa vários agentes de IA, cada um com uma função. Eles dividem pesquisa, cálculos, projeto em CAD, eletrônica, firmware e simulação.

Essa divisão foi uma escolha do desenvolvedor. Nas tentativas em que o Claude Code fazia tudo sozinho, sem essa separação, a qualidade ficou abaixo do desejado.

A IA também não pode estimar medidas por conta própria. Ela consulta diretamente o núcleo do sistema CAD para verificar as dimensões e busca as especificações dos componentes nas fichas técnicas.

O aplicativo também executa análises por elementos finitos. Na parte elétrica, a IA montou um conjunto completo de cabos, com as espessuras e os comprimentos corretos.

Ela escolheu por conta própria um Raspberry Pi 5 para lidar com o LiDAR e um microcontrolador Teensy para controlar os motores.

Simulação ainda precisa passar pelo teste na prática

O firmware é testado nesse mesmo processo, com um simulador de física que reproduz a dinâmica do robô no mundo real. A expectativa é de bom desempenho em uma superfície plana.

Já em ambientes externos, com terrenos muito diferentes, as limitações devem aparecer. Por isso, foram incluídos novos cenários de teste.

Basta pedir à IA uma rampa, uma passarela e um conjunto de obstáculos para criar esses ambientes. Depois, o desenvolvedor pode executar o mesmo firmware em cada cenário.

O projeto impressiona pelo que mostra nas simulações, mas o próprio desenvolvedor disse que nada foi construído ainda. Sem o robô físico, ainda é difícil medir a distância entre a simulação e a prática.