O Claude Code pode ajudar a acelerar projetos de robótica. Um desenvolvedor passou os últimos três meses criando o MechFaber, um aplicativo para computador que entrega à IA todo o processo de projeto do hardware.
O sistema não só ajuda na programação, mas também projeta máquinas, escreve o firmware, o software que controla o equipamento, e simula o funcionamento de tudo no mesmo ambiente.
Um dos projetos é um robô de quatro patas com 12 atuadores, responsáveis pelos movimentos, e 99 peças complexas. Por enquanto, porém, ele só existe no ambiente de simulação.
Como o Claude Code projetou o robô
No exemplo publicado no Reddit pelo usuário SpeedyBrowser45, o Claude Code cuidou de todas as etapas, inclusive da preparação e execução do firmware.
A demonstração mostra uma interface com a distribuição de energia e os componentes eletrônicos. Ela também exibe as linhas de tensão e o consumo de corrente de cada componente.
A lista completa de peças inclui bateria, microcontrolador, motores para cada articulação das pernas, ventoinhas e sensor LiDAR.
Há ainda um diagrama com as conexões de alimentação e o caminho dos fios até cada atuador e sensor. O Claude Code calcula automaticamente o consumo total e a autonomia estimada.
A developer has demonstrated that Claude Code can be used not just to design robots, but the AI can also write the firmware from scratch while running simulations. Of course, it goes without saying that unless there's a proper and functional prototype that's manufactured on the… pic.twitter.com/pxbfXSxwg5
— Omar Sohail (@omarsohail90) September 22, 2026
Agentes especializados dividem as tarefas
O MechFaber usa vários agentes de IA, cada um com uma função. Eles dividem pesquisa, cálculos, projeto em CAD, eletrônica, firmware e simulação.
Essa divisão foi uma escolha do desenvolvedor. Nas tentativas em que o Claude Code fazia tudo sozinho, sem essa separação, a qualidade ficou abaixo do desejado.
A IA também não pode estimar medidas por conta própria. Ela consulta diretamente o núcleo do sistema CAD para verificar as dimensões e busca as especificações dos componentes nas fichas técnicas.
O aplicativo também executa análises por elementos finitos. Na parte elétrica, a IA montou um conjunto completo de cabos, com as espessuras e os comprimentos corretos.
Ela escolheu por conta própria um Raspberry Pi 5 para lidar com o LiDAR e um microcontrolador Teensy para controlar os motores.
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Simulação ainda precisa passar pelo teste na prática
O firmware é testado nesse mesmo processo, com um simulador de física que reproduz a dinâmica do robô no mundo real. A expectativa é de bom desempenho em uma superfície plana.
Já em ambientes externos, com terrenos muito diferentes, as limitações devem aparecer. Por isso, foram incluídos novos cenários de teste.
Basta pedir à IA uma rampa, uma passarela e um conjunto de obstáculos para criar esses ambientes. Depois, o desenvolvedor pode executar o mesmo firmware em cada cenário.
O projeto impressiona pelo que mostra nas simulações, mas o próprio desenvolvedor disse que nada foi construído ainda. Sem o robô físico, ainda é difícil medir a distância entre a simulação e a prática.








