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OpenAI é acusada pela Apple de roubo de segredos industriais em processo nos EUA

Apple processa OpenAI por uso de informações confidenciais sobre produtos de IA.
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A Apple entrou com um processo na Justiça dos Estados Unidos contra a OpenAI, acusando a empresa de usar informações confidenciais relacionadas a produtos de inteligência artificial que ainda não foram lançados.

A ação foi registrada no Tribunal Distrital do Norte da Califórnia. Segundo a Apple, surgiram provas de que pessoas contratadas pela OpenAI levaram informações sigilosas sobre tecnologias, processos e produtos em desenvolvimento dentro da empresa.

O processo cita Tang Tan, ex-vice-presidente de Design da Apple, e Chang Liu, ex-engenheiro sênior de sistemas elétricos, entre os acusados.

A startup io, criada por Jony Ive e comprada pela OpenAI no ano passado por US$ 6,5 bilhões (cerca de R$ 36 bilhões na cotação atual), também aparece como ré.

Apple lista uma série de acusações

De acordo com a ação, Tang Tan teria usado o conhecimento que possuía sobre futuros produtos de IA da Apple durante entrevistas com candidatos vindos da empresa.

A Apple diz que ele orientava essas pessoas a levarem componentes físicos e amostras de hardware para encontros descritos como sessões de "show and tell".

Como exemplo desse comportamento, a empresa informa que um candidato começou a fazer capturas de tela e baixar arquivos de um projeto altamente confidencial poucas horas antes de uma entrevista com Tang Tan.

Ainda segundo a Apple, durante a conversa o candidato foi incentivado a levar mais informações sobre o projeto. A empresa também diz ter identificado um padrão entre funcionários que deixaram a Apple para trabalhar na OpenAI.

Segundo o processo, alguns deles adotaram medidas para contornar os sistemas internos criados para proteger informações confidenciais. Outra acusação envolve Chang Liu.

A Apple diz que o ex-engenheiro explorou uma falha de segurança para baixar mais de mil páginas de documentos internos depois de deixar a empresa. Os arquivos incluiriam informações sobre placas de circuito e outros detalhes de engenharia.

Além disso, a Apple acusa a OpenAI de induzir um parceiro de confiança a fazer uma demonstração de uma técnica proprietária de acabamento metálico. Para reforçar a ação, a empresa informa que a OpenAI contratou mais de 400 ex-funcionários da Apple.

Apple pede mudanças em produtos da OpenAI

No processo, a Apple pede que a Justiça determine a destruição de qualquer material proprietário que esteja em posse da OpenAI, além de indenização pelos supostos danos causados.

A empresa também solicita que futuros produtos de hardware da OpenAI sejam redesenhados para evitar qualquer possível violação de tecnologias da Apple.

Nos últimos meses, a OpenAI ampliou a contratação de profissionais da Apple enquanto trabalha em novos dispositivos voltados para inteligência artificial.

Em 2025, a empresa contratou cerca de 40 engenheiros da fabricante do iPhone, entre eles Matt Theobald, especialista em design de manufatura, e Cyrus Daniel Irani, responsável pela área de design de interface humana.

Como resposta à saída de profissionais, a Apple aumentou os bônus anuais de integrantes de sua principal equipe de design.

Os valores passaram para entre US$ 200 mil e US$ 400 mil por ano, o equivalente a aproximadamente R$ 1,1 milhão a R$ 2,2 milhões, dependendo do desempenho das ações da companhia. Ao mesmo tempo, a OpenAI segue trabalhando em diferentes dispositivos de IA.

Entre eles estão fones de ouvido com IA, identificados internamente pelo codinome "Sweetpea" e que podem chegar ao mercado com a marca "Dime", além de um aparelho para consumidores com formato semelhante ao de uma caneta, conhecido internamente como "Gumdrop".