Enquanto empresas como a Apple buscam reduzir os riscos da falta de memória DRAM ampliando a quantidade de fornecedores — incluindo testes com chips da chinesa CXMT —, a Huawei escolheu um caminho diferente.
Com apoio do governo da China e da fabricante Swaysure, a empresa pretende construir sua própria fábrica de memória para diminuir a dependência de fornecedores externos e contornar as restrições comerciais impostas pelos Estados Unidos.
Huawei prepara fábrica de DRAM com apoio do governo chinês
De acordo com informações compartilhadas por @SemiconductorsX, o governo chinês, a fabricante de chips DRAM Swaysure e a Huawei formaram uma parceria para construir uma fábrica de memória com linhas de produção de 12 polegadas.
A iniciativa busca reduzir os efeitos da atual escassez de memória DRAM e criar uma alternativa caso o governo dos Estados Unidos imponha novas restrições que afetem o fornecimento de chips da Samsung, SK hynix e Micron para a Huawei.
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Atualmente, essas três empresas respondem por cerca de 95% do fornecimento mundial de memória DRAM. A fábrica deve iniciar a produção em massa de chips DRAM de 28nm, com capacidade para fabricar até 140 mil wafers por mês.
Para colocar o projeto em prática, a parceria contratou um ex-diretor da TSMC como CEO e também trouxe um ex-executivo da Elpida para atuar na estratégia do negócio.
Experiência da Swaysure complementa conhecimento da Huawei
Apesar da experiência da Huawei no desenvolvimento de semicondutores sem fábrica própria, a empresa tem pouca atuação na produção de memória DRAM. Por isso, a participação da Swaysure faz parte da estratégia para suprir essa limitação técnica.
O envolvimento do governo chinês também pode acelerar a aprovação do local onde a fábrica será construída e facilitar questões regulatórias relacionadas ao projeto.
Além disso, o acesso a investimentos públicos pode antecipar a implantação da unidade de fabricação. Com a escassez atual de memória DRAM, os custos de produção de smartphones tendem a subir.
Isso aumenta o preço final dos aparelhos e reduz o acesso dos consumidores aos dispositivos. Caso a nova fábrica mantenha o fornecimento estável, a Huawei poderá estar entre as primeiras empresas a comprar chips DRAM por valores mais baixos.








