Huawei diz que enfrenta problemas com remessas de chips devido às sanções dos EUA

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A Huawei teve que superar inúmeras adversidades impostas pelas sanções dos EUA para conseguir produzir o chipset Kirin 9000S em massa no último ano, segundo um relatório do Business Korea.

Com essa conquista, a gigante chinesa agora busca avançar para processos de fabricação mais modernos, visando manter-se competitiva no mercado.

No entanto, a tentativa da Huawei de adquirir chips de 3,5nm da TSMC foi impedida pelas mesmas restrições comerciais, de acordo com o executivo da empresa.

Durante a Mobile Computility Network Conference em Suzhou, China, o CEO de serviços em nuvem da Huawei, Zhang Ping'an, falou sobre a dificuldade da empresa em garantir o fornecimento de chips de 3,5nm da TSMC devido às sanções dos EUA.

Diversas empresas, incluindo a ASML, líder mundial em máquinas EUV para produção em massa de wafers, foram impedidas de negociar com entidades chinesas como a Huawei.

"A TSMC de Taiwan está aumentando seu fornecimento de semicondutores de 3,5 nm. No entanto, sob as sanções dos EUA, a China não tem como garantir esses produtos. É uma sorte termos conseguido resolver o problema de 7 nm. A realidade é que não podemos introduzir equipamentos de fabricação avançados devido às sanções dos EUA e precisamos encontrar maneiras de utilizar efetivamente os semicondutores de 7 nm", disse Zhang Ping'an.

A declaração de Zhang pegou muitos de surpresa, principalmente por que a Huawei e a SMIC têm trabalhado de forma confidencial no desenvolvimento da tecnologia de 5nm para futuros chipsets Kirin.

Relatórios anteriores indicam que a SMIC conseguiu desenvolver o nó de 5nm sem utilizar equipamentos EUV e criou uma equipe de pesquisa interna para avançar no desenvolvimento do processo de 3nm.

No entanto, essa empreitada ainda está no início e exigirá investimentos bilionários em pesquisa e desenvolvimento, o que pode explicar a tentativa da Huawei de estabelecer um acordo de curto prazo com a TSMC.

E os Estados Unidos continuam determinados a parar o avanço da China na corrida dos semicondutores, mantendo empresas como a Huawei afastadas dos fabricantes de wafers de última geração.

Romário Leite
Fundador do TecFoco. Atua na área de tecnologia há mais de 10 anos, com rotina constante de criação de conteúdo, análise técnica e desenvolvimento de código. Tem ampla experiência com linguagens de programação, sistemas e jogos. Estudou nas universidades UNIPÊ e FIS, tendo passagem também pela UFPB e UEPB. Hoje, usa todo seu conhecimento e experiência para produzir conteúdo focado em tecnologia.