Um grupo de cientistas da universidade de Pittsburgh, reproduziu um mini fígado artificial com sucesso a partir de células humanas. Os pesquisadores acreditam que este experimento poderá ser utilizado para transplantes no futuro.
De acordo com o estudo publicado, os pesquisadores concluíram que o material artificial é totalmente funcional e pode ajudar na busca para acabar com a escassez de órgãos nos sistemas de saúde. Além disso, também pode acelerar o processo de transplante e reduzir os custos necessários de uma cirurgia do tipo.
A pesquisa traz avanços importantes nos Estados Unidos, não há um sistema de saúde público acessível que atenda a demanda de transplantes, e essas operações podem ter um custo de aproximadamente US $ 812 mil, incluindo cuidados de pré e pós-operatórios, além de medicamentos imunossupressores para impedir que o corpo humano rejeite o órgão transplantado.
O estudo foi feito a partir da produção de um mini fígado, fabricado por meio de células da pele humana, após isso, ele foi transplantado em ratos para testar sua eficácia no pós-operação.
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"Acredito que seja um passo muito importante, porque sabemos que isso pode ser feito. Você pode criar um órgão inteiro e funcional a partir de uma célula da pele", disse Alejandro Soto-Gutiérrez, pesquisador em medicina regenerativa e coautor do estudo publicado na revista científica Cell.
De acordo com o grupo responsável pelo o estudo, os próximos passos serão tentar universalizar o órgão criado para que ele seja aceito por outros organismos. "O que estamos planejando fazer é começar a criar mini órgãos humanos que sejam universais", disse Soto-Gutiérrez.

O cultivo do órgão
O processo de cultivo do fígado foi feito a partir de células coletadas do tecido da pele humana e reprogramadas em células-tronco pluripotentes induzidas, após isso, foram orientadas a se tornarem vários tipos de células hepáticas e colocadas em estruturas de suporte feitas com um fígado de rato que teve suas próprias células removidas.
O desenvolvimento e aprimoramento do órgão levou mais de dez anos durante o estudo, entretanto, não demorou mais de um mês para ficar pronto em biorreatores. De acordo com os pesquisadores, o amadurecimento do órgão leva até dois anos para ser concluído em um ambiente natural.
5 ratos foram observados durante a pesquisa, eles foram criados para serem imunossuprimidos e receberam os órgãos transplantados.
Depois de 4 dias após o transplante, os animais foram dissecados, e apesar de haver problemas de fluxo sanguíneo dentro e ao redor do enxerto, os pesquisadores constataram que os órgãos funcionavam normalmente e secretavam ácidos biliares e ureia, assim como um fígado humano real faz.
É importante ressaltar que essa não é a primeira vez que cientistas usam órgãos artificiais para estudos, recentemente uma pesquisa na Holanda desenvolveu um coração robótico.
Fonte: Inverse