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Apple pode gastar até R$ 1.080 com memória no iPhone 18 Pro após anos pagando menos de R$ 220

A Apple enfrenta aumento de custos de memória e armazenamento para seus produtos, afetando a margem de lucro da empresa.
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Durante anos, a Apple comprou memória RAM e armazenamento flash por menos de US$ 40 (cerca de R$ 220 na cotação atual) por aparelho, mas cobrava US$ 99 (aproximadamente R$ 535) para aumentar a capacidade de armazenamento em seus produtos.

Agora, esse cenário mudou. Entre 2023 e 2024 a empresa pagava cerca de US$ 17 por um módulo de 8 GB de memória LPDDR5X e mais US$ 22 por um módulo de armazenamento flash de 256 GB.

Com isso, o custo total desses componentes ficava em torno de US$ 39 (cerca de R$ 210). Na mesma época, a Apple cobrava aproximadamente US$ 99 pelo upgrade para a próxima opção de armazenamento, mantendo uma margem muito alta nessa mudança de configuração.

iPhone 18 Pro pode ter custo muito maior com memória

Para o futuro iPhone 18 Pro, a situação seria diferente. A Apple deverá pagar cerca de US$ 145 por um módulo de memória DRAM de 12 GB. Isso equivale a aproximadamente US$ 12 por cada 1 GB de memória ou US$ 96 por um módulo de 8 GB.

Além disso, o módulo de armazenamento flash de 256 GB passaria a custar cerca de US$ 51. Somando os dois componentes, o gasto com memória chegaria a US$ 196, valor próximo de R$ 1.080. Com esse aumento, a margem da Apple sobre os upgrades de memória praticamente desapareceu.

Empresa busca alternativas em meio à mudança no mercado

Esse aumento de custos tem relação com os reajustes aplicados pela Apple em Macs, iPads e no Vision Pro. A empresa estaria pressionando o governo de Donald Trump para retirar as restrições impostas à fabricante chinesa de memória CXMT.

Mesmo que isso aconteça, a CXMT pode não ser a solução esperada. O motivo seria a prioridade dada pela China ao desenvolvimento de sua própria infraestrutura de inteligência artificial, deixando empresas estrangeiras em segundo plano.

A publicação na rede X acima tem uma citação mencionada que não pertence ao CEO da Micron. Ainda assim, ela resume a situação enfrentada pela Apple.

Segundo essa análise, a empresa estaria acostumada a ter prioridade entre seus fornecedores após anos de forte influência sobre sua cadeia de suprimentos.

Agora, com a demanda por memória impulsionada pelos grandes investimentos em inteligência artificial, esse cenário teria mudado, enquanto a Apple ainda esperaria receber o mesmo tratamento de antes.