AMD compara Ryzen AI MAX e Ryzen AI 400 com Intel Panther Lake

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A AMD passou a divulgar como seus processadores Ryzen AI MAX e Ryzen AI das séries 400 e 300 se posicionam frente aos novos chips Intel Panther Lake, conhecidos como Core Ultra Série 3.

Segundo o Wccftech, a comparação foi apresentada antes do lançamento oficial da nova geração da Intel, previsto para a próxima semana, e usa projeções internas da própria AMD, já que os modelos concorrentes ainda não chegaram ao mercado.

Segundo a AMD, a linha de notebooks Ryzen foi dividida em quatro faixas. No segmento mais alto, chamado de premium, a empresa colocou a família Ryzen AI MAX. Essa linha recebeu recentemente dois novos sistemas em chip, o Ryzen AI MAX+ 392 e o Ryzen AI MAX+ 388.

A AMD disse que esses modelos mantêm vantagem em gráficos integrados dentro de um único chip e ampliam as opções de uso em novos notebooks, como modelos da série ASUS TUF A14.

Por serem os chips mais avançados da marca, os Ryzen AI MAX foram comparados aos modelos Panther Lake da série "X", que contam com as versões mais fortes de gráficos Arc, como o Arc B390 e o Arc B370.

A AMD disse que espera melhor resultado em criação de conteúdo, jogos e tarefas com inteligência artificial. Nesse ponto, a empresa diz avaliar CPU, NPU e GPU em conjunto.

Com isso, a AMD entende que os chips atuais já conseguem enfrentar a concorrência sem a necessidade imediata de um sucessor do Strix Halo.

No segmento intermediário, que inclui notebooks finos e leves, a AMD posiciona o Ryzen AI 400 contra os Core Ultra 9 e Core Ultra 7 Panther Lake. Já o Ryzen AI 300 entra na disputa com os demais modelos Core Ultra 7 e Core Ultra 5 da mesma geração.

A empresa aponta que muitos chips da Intel nessa faixa usam apenas quatro unidades gráficas Xe3, enquanto os modelos da AMD seguem com gráficos Radeon 890M e 880M, com 16 ou 12 unidades de computação e frequências mais altas nas versões mais recentes.

Com isso, a AMD afirma que mantém vantagem em criação de conteúdo e desempenho gráfico semelhante ou superior em jogos.

Na categoria de entrada, a Intel aposta nos chips Core Ultra Série 3 Wildcat Lake, que contam com apenas dois núcleos gráficos Xe3 e seis núcleos de CPU.

A AMD coloca frente a esses modelos os Ryzen AI 300 e Ryzen 200 de entrada. A empresa afirma que espera melhores resultados em criação de conteúdo, jogos e inteligência artificial.

Esse segmento tende a ser um dos mais disputados, já que concentra grande parte das vendas, com preço e eficiência energética como pontos decisivos.

Além das comparações de mercado, a AMD também contestou algumas declarações feitas pela Intel durante a CES 2026. Um dos pontos citados envolve o Core Ultra X9 388H, que traz gráficos com 12 unidades Xe3.

A Intel afirmou que esse modelo teria um nível gráfico acima dos concorrentes, mas a AMD diz que o Ryzen AI MAX 395+ teria desempenho gráfico 37% maior em relação aos dados apresentados pela rival.

A AMD também rebateu a fala da Intel sobre ganho em produtividade e escalabilidade de desempenho do Core Ultra X9 388H. De acordo com a empresa, o Ryzen AI MAX 395+ conta com o dobro de threads.

Enquanto os chips Panther Lake chegam a até 16 núcleos, distribuídos entre núcleos de desempenho, eficiência e baixo consumo, sem suporte a hyperthreading, o Strix Halo traz 16 núcleos Zen 5 com 32 threads.

Em relação à eficiência energética, a AMD comentou que a Intel afirmou ter a melhor eficiência x86 com Panther Lake. Porém, dados citados pela própria AMD indicam pouca diferença em consumo e autonomia quando comparado ao Lunar Lake.

Slides da Intel mostram consumo semelhante ou, em alguns casos, maior no nível do sistema em chip. Em uma das comparações, o Core Ultra X9 388H aparece com consumo de até 78% menor que o Ryzen AI 9 365, mas testes práticos ainda serão necessários para confirmar esses números.

A AMD também observou que a Intel concentrou dados de desempenho, consumo e inteligência artificial apenas nos modelos mais avançados da linha, como o X9 388H.

Para os demais chips, não houve informações detalhadas. A expectativa da AMD é que o Ryzen AI 400 lidere em processamento e gráficos, mantendo vantagem em eficiência.

Com o lançamento próximo dos novos processadores, o cenário aponta para uma disputa direta entre as duas empresas em diferentes faixas do mercado de PCs, tanto em modelos premium quanto em notebooks intermediários e de entrada.

Romário Leite
Fundador do TecFoco. Atua na área de tecnologia há mais de 10 anos, com rotina constante de criação de conteúdo, análise técnica e desenvolvimento de código. Tem ampla experiência com linguagens de programação, sistemas e jogos. Estudou nas universidades UNIPÊ e FIS, tendo passagem também pela UFPB e UEPB. Hoje, usa todo seu conhecimento e experiência para produzir conteúdo focado em tecnologia.