Um relatório recente afirma que a Samsung está considerando retomar às vendas no mercado da Rússia ainda este ano. A empresa saiu do mercado russo há cerca de seis meses, após a invasão da Ucrânia.
De acordo com uma fonte do jornal russo Izvestia, a Samsung está considerando retomar as remessas de seus produtos para varejistas parceiros no país e reativar sua loja online oficial no próximo mês.
No entanto, o jornal menciona que entrou em contato com a Samsung para confirmar as informações, mas a empresa se recusou a comentar o assunto.
O jornal cita uma "fonte não identificada próxima à empresa", mas depois que um porta-voz da Samsung se recusou a comentar sobre o possível retorno da empresa ao mercado russo, pode ser apenas rumores.
Depois que a Samsung e outras grandes empresas interromperam suas remessas para a Rússia, o governo russo lançou um programa para permitir importações sem a aprovação dos proprietários de marcas registradas.
Mesmo com essa medida, os produtos importados de grandes marcas espalhadas pelo globo quase não foram encontrados na Rússia, desde o início da guerra contra à Ucrânia.
Samsung foi a marca que mais vendeu smartphones na Rússia em 2021
Apesar de os smartphones da Samsung quase não serem mais encontrados em território russo, a marca detinha uma participação de mercado de smartphones na Rússia de cerca de 30%, antes do país entrar em guerra com a Ucrânia.
A Samsung liderava o segmento à frente de rivais como Apple e Xiaomi no ano passado, mas a demanda por smartphones na Rússia caiu 30% no segundo trimestre de 2022, a maior baixa em 10 anos.
- Leia tambem: Samsung e SK hynix usam estratégias diferentes para desenvolver nova geração de memória DRAM voltada para IA
Essa demanda provavelmente precisará de um tempo para se recuperar. Além disso, mesmo após seis meses de conflito, a Rússia continua em guerra com a Ucrânia, dificultando ainda mais essa recuperação.
Teremos que esperar para ver se este último relatório sobre a Samsung voltar ao mercado russo é verdadeiro, e supondo que seja, talvez outras grandes fabricantes de produtos podem seguir a mesma linha.
Via: Reuters