Os problemas no fornecimento de memória DRAM devem ficar ainda mais intensos nos próximos meses. Um novo relatório indica que os preços de contrato desse tipo de memória podem subir até 50% no primeiro trimestre de 2026.
Esse aumento é visto como um dos mais altos dos últimos anos e tende a gerar efeitos diretos em toda a cadeia de PCs. Fabricantes de computadores já correm para garantir estoque, mas o cenário atual dá mais força aos fornecedores na definição de valores.
A expectativa é que o aumento nos custos da DRAM afete a estrutura de preços das empresas que montam PCs e dependem de módulos de memória.
Com isso, o ritmo de vendas futuras pode sofrer queda, ao mesmo tempo em que os níveis de estoque ficam ainda mais baixos. De acordo com análises do mercado, muitos fabricantes contam hoje com poucas semanas de DRAM disponíveis.
Como o setor entra em um novo ciclo de atualização de produtos após os anúncios feitos na CES, essas empresas buscam fechar contratos de longo prazo para cobrir todo o ano.
O problema é que o mercado favorece quem vende, o que obriga os fabricantes de PCs a aceitarem valores bem mais altos para conseguir atender à demanda dos consumidores.
Empresas fornecedoras como SK hynix e Samsung concentram esforços em manter margens mais altas. Além de atender ao setor de inteligência artificial, essas companhias avaliam com cuidado os pedidos vindos da indústria de PCs.
Nesse contexto, fabricantes mais conhecidos tendem a ter prioridade. Marcas como Lenovo e Dell já se preparam para aumentos expressivos nos preços ao longo deste trimestre, algo que deve aparecer nos próximos lançamentos.
A falta de memória DRAM não deve ser resolvida tão cedo. A expansão acelerada de data centers pressiona ainda mais a demanda, enquanto os fornecedores enfrentam limites na capacidade de produção.
Para o consumidor final, isso significa que os preços das memórias DDR5 e DDR4 devem subir de forma forte no Brasil e em outros mercados, mesmo após as altas recentes já registradas.

