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CEO de estúdio indie detona GTA 6 e o chama de "simulador de roubo de carros"

CEO da Fairy Mount Games critica GTA 6 e mantém Flame, Forest & Flood para a mesma data, com foco em outro público e custos menores.
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Blazej Zywiczynski, CEO da Fairy Mount Games, criticou GTA 6 em entrevista ao GamesIndustry. Para ele, o jogo da Rockstar é um simulador de roubo de carros que cresceu demais em relação à proposta inicial.

O primeiro jogo do estúdio, Flame, Forest & Flood, chega em 19 de novembro, no mesmo dia de GTA 6. A coincidência não intimida o executivo, que não vê motivo para abrir mão de todo o mês por causa do concorrente.

A Fairy Mount Games foi fundada em 2025 por Zywiczynski e Denis Comtesse. Os dois já trabalharam em títulos como Frostpunk, This War of Mine e Ghostrunner.

A lista também inclui Lords of the Fallen, No Rest for the Wicked e Ori and the Will of the Wisps, entre outros.

Flame, Forest & Flood aposta em um público diferente de GTA 6

Flame, Forest & Flood é um jogo de estratégia com uma proposta tranquila. Segundo Zywiczynski, o título terá mecânicas inéditas nos games, algo que ele diz não ver em GTA 6.

O executivo também fez uma comparação provocativa falando que o jogo do estúdio não terá a opção de atirar no rosto de uma avó, mas será uma experiência para jogar com ela.

Na avaliação dele, GTA 6 e Flame, Forest & Flood atendem a públicos bem diferentes, em plataformas distintas e com estilos visuais e propostas próprias.

Os analistas estão desaconselhando lançamentos na mesma data de GTA 6. A enorme cobertura do jogo tende a deixar os demais títulos com pouco espaço na mídia por algum tempo.

Zywiczynski, porém, parece contar com uma espécie de psicologia reversa. Ele reconhece a intensidade da divulgação de GTA 6 e a dificuldade de disputar atenção com a Rockstar.

Ainda assim, questiona a necessidade dessa disputa. Para o executivo, o público não quer mais excesso de divulgação, e a intenção do estúdio é apresentar uma alternativa a isso.

Ele descreve Flame, Forest & Flood como o oposto de GTA. Para ele, o jogo tem uma experiência tranquila no PC, que pode ser compartilhada com amigos que jogam ou não, crianças e parceiros.

A proposta, segundo o CEO, é uma diversão simples e inteligente, sem tanto alarde. Na visão dele, há muitas pessoas à procura exatamente desse tipo de jogo.

CEO compara custos de GTA 6 com os do jogo indie

Zywiczynski também criticou a falta de sustentabilidade dos jogos de grande orçamento, conhecidos como AAA, usando GTA 6, o maior representante desse mercado, como exemplo.

Segundo o executivo, GTA 6 precisaria vender uma cópia para cada dono de PlayStation 5 e Xbox Series S|X para atingir um retorno de cinco vezes o investimento.

Já Flame, Forest & Flood precisaria de cerca de 30 mil unidades vendidas para alcançar o mesmo retorno proporcional.

Essa comparação, porém, não considera a chegada de GTA 6 ao PC, que dará ao jogo acesso a um público muito maior. Também há o modo online.

A Rockstar ainda mantém quase todos os detalhes em segredo, mas foi essa parte do jogo que gerou a maior fatia da receita de GTA 5.

Provavelmente o mesmo vai se repetir com a sequência, o que também precisa entrar na comparação sobre o retorno financeiro dos dois projetos.

Ausência de GTA 6 no Steam abre espaço para o indie

Flame, Forest & Flood tem uma proposta diferente e um porte pequeno o bastante para evitar uma comparação direta com GTA 6.

Somado à ausência do jogo da Rockstar no Steam neste mês de novembro, isso dá ao indie uma chance razoável de atrair os milhares de usuários necessários para ter sucesso. A maioria dos desenvolvedores, porém, não deve ter a mesma sorte.