A Apple está buscando formas de reduzir gastos e deixar algumas operações internas mais enxutas. Uma das estratégias da empresa tem sido transferir parte das funções ligadas a vendas para varejistas parceiros, o que acabou abrindo espaço para cortes em cargos que, dentro da estrutura atual, passaram a ser vistos como menos essenciais.
Segundo a Bloomberg, a Apple demitiu dezenas de profissionais que atuavam na divisão de vendas. A ideia é simplificar o caminho usado para oferecer produtos para escolas, empresas e órgãos públicos.
Entre os cargos afetados estão gerentes de contas responsáveis por grandes clientes — incluindo instituições de ensino, companhias de grande porte e agências governamentais — além de equipes que trabalhavam nos centros de demonstração voltados para clientes importantes.
Para muitos dos profissionais, a decisão veio de forma inesperada. Ainda assim, quem foi desligado tem a chance de concorrer a outras vagas dentro da própria Apple, o que reduz um pouco o impacto imediato. Em nota à Bloomberg, a empresa afirmou:
"Continuamos contratando e esses funcionários podem se candidatar a novos cargos."
Agora, essas pessoas têm até 20 de janeiro para conseguir uma nova função dentro da companhia. Caso isso não aconteça, serão oficialmente desligadas e receberão o pacote de indenização previsto.
Boa parte dos funcionários atingidos acredita que a empresa está tentando transferir mais responsabilidades de venda para terceiros, algo que pode gerar economia real no balanço da companhia.
A Apple costuma evitar cortes em massa, mas ela já fez movimentos menores recentemente. Em abril de 2024, por exemplo, aproximadamente 700 funcionários foram dispensados depois do fim do projeto de carro elétrico Titan.
No mesmo ano, a Apple também reduziu cerca de 100 vagas nas equipes do Apple News e Apple Books. Em janeiro de 2025, cerca de 185 pessoas foram demitidas na sede da empresa após envolvimento em fraude financeira.








