A Trump Mobile não conseguiu cumprir o cronograma já adiado de lançamento do smartphone T1, modelo dourado anunciado por US$ 499, algo em torno de R$ 2.694,90.
A empresa previa iniciar as vendas até o fim de 2025, após transferir a estreia que antes estava marcada para agosto do mesmo ano, mas o aparelho ainda não chegou ao mercado.
A Trump Mobile atua como uma operadora virtual de telefonia móvel, usando redes de grandes operadoras dos Estados Unidos e licenciando o uso do nome Trump para vender serviços e produtos.
Em junho de 2025, a empresa divulgou o smartphone T1 como um modelo "feito nos Estados Unidos" e apresentou junto um plano mensal chamado 47, com valor de US$ 47,45.
Esse plano incluía acesso à internet 5G, chamadas, mensagens e dados sem limite, proteção do aparelho, assistência 24 horas para veículos por meio da Drive America, serviços de telemedicina e chamadas internacionais gratuitas para mais de 100 países, além de bases militares dos Estados Unidos.
Logo após o anúncio, especialistas da área de cadeia de suprimentos questionaram a proposta. Eles apontaram que a produção de um smartphone totalmente fabricado nos Estados Unidos é muito difícil, já que o setor depende fortemente de componentes e processos concentrados na Ásia.
Dados da IDC indicam que cerca de 5% das peças usadas nos iPhones da Apple são produzidas em território americano. Diante das críticas, a Trump Mobile alterou a forma de apresentar o produto, trocando a expressão "construído nos Estados Unidos" por "ganhou vida nos Estados Unidos".
Análises posteriores indicaram que o T1 seria uma versão com visual alterado do REVVL 7 Pro 5G, smartphone fabricado na China e vendido pela T-Mobile por cerca de US$ 250.
Com isso, mesmo após considerar custos adicionais, a Trump Mobile teria uma margem elevada na venda do aparelho. Inicialmente, o lançamento do T1 estava previsto para agosto de 2025.
Depois, a empresa adiou os planos para o fim do ano, mantendo a cobrança de um sinal de US$ 100 nas pré-vendas. Mesmo com o encerramento de 2025, o smartphone não foi lançado.
Segundo o jornal Financial Times, a empresa atribuiu o atraso ao fechamento parcial do governo dos Estados Unidos no segundo semestre de 2025, que teria atrapalhado o andamento do lançamento.
Até o momento, não há uma nova data definida para a chegada do aparelho ao mercado. Enquanto o T1 não chega, a Trump Mobile segue vendendo iPhones e smartphones da Samsung usados, com preços reduzidos.

