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Micron liga estratégia da Apple à crise das memórias

Micron diz que a pressão por chips baratos reduziu investimentos e ajudou a limitar a capacidade de produção de memórias.

Romário Leite · 27 de junho de 2026

01

Apple cita alta no preço das memórias

A Apple aponta o aumento no preço das memórias como um dos motivos para reajustes recentes em seus produtos. A Micron rebate e liga parte do problema à estratégia comercial da empresa.

02

Micron diz que avisou clientes

Sumit Sadana, diretor comercial da Micron, diz que alguns clientes foram alertados há anos. Segundo ele, negociações agressivas para reduzir preços não eram construtivas para o setor.

03

Investimentos foram interrompidos

Durante a baixa do mercado, compradores pagaram valores mínimos pelos chips. Sadana diz que preços e margens muito baixos interromperam grande parte dos investimentos da indústria em 2023.

04

Preço do iPhone subiu mais que o CPI

O iPhone 7 Plus custava US$ 749 em 2016. O iPhone 17 Pro Max chegou por US$ 1.199 em 2025. A alta foi de 60%, ante cerca de 37% do CPI dos Estados Unidos.

05

Margem da Apple pode ficar em 45%

Os valores citados equivalem a cerca de R$ 4.100 e R$ 6.600 na cotação atual. Uma estimativa recente do JP Morgan indica que a margem da Apple deve ficar perto de 45% em 2027.

06

Micron também tem margem alta

A Micron encerrou o trimestre mais recente com margem bruta de 85%. Por isso, o artigo avalia que a empresa não pode atribuir à Apple todos os problemas atuais de capacidade, ainda que sua estratégia tenha contribuído.

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