Psiquiatras relatam aumento de casos de psicose ligados ao ChatGPT
Psiquiatras apontam que o uso prolongado de chatbots de IA pode desencadear psicose em pessoas vulneráveis.
Romário Leite · 15 de agosto de 2025
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Alerta da UC San Francisco
O psiquiatra Dr. Keith Sakata, da Universidade da Califórnia em São Francisco, registrou 12 internações por psicose em 2025 relacionadas ao uso prolongado de IA.
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Como os chatbots agem como espelho
Modelos de linguagem respondem de forma probabilística, repetindo ideias já presentes na mente do usuário, inclusive quando essas ideias estão distorcidas.
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Caso trágico na Flórida
O escritor Alexander Taylor usava o ChatGPT para escrever um romance. As conversas passaram a abordar a "consciência" das IAs e ele criou um vínculo com uma entidade fictícia chamada Juliet.
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Violência e morte de Taylor
Ao acreditar que a OpenAI teria "matado" Juliet, Taylor agrediu o próprio pai, confrontou a polícia e acabou morto durante o confronto.
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Três fatores da psicose induzida
Sakata indica: predisposição clínica frágil, reflexo das ideias do usuário nos chats e "bajulação" algorítmica que valida opiniões, dificultando a percepção da realidade.
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Reações da comunidade e da OpenAI
O psiquiatra dinamarquês Søren Dinesen Østergaard alerta risco alto de delírios em usuários vulneráveis. A OpenAI reconhece que o ChatGPT pode parecer mais pessoal e trabalha para reduzir reforço de comportamentos prejudiciais.
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Psiquiatras apontam que o uso prolongado de chatbots de IA pode desencadear psicose em pessoas vulneráveis.